Pesquisa Cátedra Unesco de Leitura/ JCastilho/ ItaúCultural

Eliana Yunes

Março 2020

 

 

 

Não cabe aqui repetir qualquer informação aportada nestes dois dias de Webnário, como resultado da coleta e análise de dados que representam a presença de leitores – e mais que isto -, de promotores de leitura pelo país afora. Mas não é possível também, repetir o bordão de que, no Brasil, o número de leitores é insignificante, que as editoras mínguam, assim como as livrarias, e que as bibliotecas andam às moscas. Claro que desejamos muito mais gente com acesso aos espaços culturais, para ver e ouvir narrativas em diferentes linguagens verbais e não-verbais, que escapem do já dito e sabido e seja provocada a pensar o novo.

É irrefutável que a experiencia do Proler, entre 1992 e 1996, foi ao encontro de leitores e estimulou um movimento extenso pró-leitura, que se consolidou a ponto de, 30 anos depois, estar significativamente representado nas estatísticas que mostram a origem de muitas ações da pesquisa O Brasil que lê. Por empréstimos, nas bibliotecas públicas e escolares, nos clubes e comunidades, há literatura infantil e não infantil que circula, além de outras textualidades – que custamos compreender – são todas expressões de leitura de mundo, nas paredes de muros e de museus, nas telas de cinema e de tv, nos computadores e celulares como suportes digitais.

Claro que não basta ter planos e programas de leitura se não forem estruturais, isto é, integrados à educação, à saúde, ao saneamento, à habitação, com redes de comunicação distribuídas equitativamente. Mas a vontade política de atuar para a qualidade de vida da população precisa reconhecer que a atenção à economia e infraestrutura tem se reportado a cifras e estatísticas, ficando o homem como poste. Expressão dura, bem sei. Mas as alegadas intenções para criar um Brasil justo não têm contemplado o sujeito que nasce e morre, pagando impostos diretos e indiretos e vai se tornando objeto de disputas que não levam em conta sua vida real.

Quem seria este sujeito, senão aquele que pode reconhecer suas dúvidas e ambiguidades como tais, que pode perguntar e perguntar-se, encontrar nomes para as coisas e conceitos com que refletir e ressignificar o mundo à volta? Quem seria este sujeito, senão aquele com linguagem para dar conta de si e de sua intimidade, assim como de sua relação com outro, seu semelhante e seu desigual? Quem seria ele, senão aquele que no convívio e na interação com outros sujeitos, avalia decisões, faz escolhas e empreende algo que o realize, mas que não exclua, nem subtraia do outro o mesmo direito que busca, legitimamente? Quem seria ele, senão alguém com direito à fruição da beleza, do bem, do entendimento que alimentam sua paz e justiça e que encontra prazer no que tem, cria e partilha, com admiração?

Este sujeito está na constituição, com direitos reservados e amparados por ela.

Mas, para que reconheça a ela e a si mesmo como sujeito de direito (e de deveres) carece que sua compreensão de mundo se dê de modo contínuo, movendo-se entre valores e expressões estabelecidos em diálogo e defendidos por leis aplicadas no cotidiano de seu trabalho e convívio. E isto não é no número de CPF e mesmo na carteira de ID que aparece: sua visibilidade se dá em sua atuação e respeitabilidade na vida social de trabalho e afetos, seja na capital ou no interior, seja nos jardins ou periferias. A ela chamamos, cidadania.

Falando de onde estamos, instruídos e alimentados, temos a imagem de que somos cidadãos, em certa medida, pelo menos. Se somos trapaceados por decisões políticas abusivas, ao menos podemos dizer que o sabemos, que discordamos e vamos em busca de reparação. O que nos permite isto?

Não apenas saber LER, mas sermos leitores.

E não meros decifradores de palavras, frases, notícias, sabendo desviar-nos desde a enunciação, do significado e do sentido manipulado com que nos pretendem subjugar. Ler não se limita à alfabetização, nem à assinatura do nome. Tampouco serve apenas a indicações ainda que importantes, como Saída, Emergência, Tubarões na praia. Ler é o exercício que provoca as sinapses neurais da memória e do conhecimento, a experiência que atravessa tanto a mente como o corpo, que emociona e relampeja em insight para nos dar a ver um horizonte não pressentido. A condição humana não é natural apenas, mas, sobretudo cultural; e ambas dependem da leitura de mundo e de seu entorno para que a humanização, de fato, surja e abra mão da violência, da exclusão, do cancelamento.

Não há sobrevivência possível para a humanidade senão como efeito de reciprocidade. Onde aprender isto?…na brutalidade diária dos transportes, da carência de assistência à saúde, dos horários desumanos, do esgarçamento das relações afetivas, familiares, da solidão em meio a multidões? Se o diálogo é mediado apenas por máquinas, bits, emojis, a quem iremos? Com quem aprenderemos sentir, pensar, expressar, interpelar, dialogar, interpretar a vida e o mundo?

Sugiro ir às narrativas.

Das milenares às dos jornais de ontem, onde elas nos contam de modo a nos mobilizar por inteiro, pensamento e sentimento, as possibilidades e as potências de ser e existir na terra dos homens. E também as suas dores. Elas trocam de boca, de língua, de cultura, de contexto, mas seguem tendo o que nos dizer, nas palavras de Calvino; veja-se o leão e o unicórnio no Pachatantra hindu ou no conto de Marina Colasanti, distanciados em cinco mil anos no tempo .

Eis que sair do comportamento mecânico, impensado e inscrever-se como pensante que deseja, projeta, comunga e atua no meio da sociedade, anônimo que seja para o grande mundo, reconhecido em sua pequena comunidade com um nome próprio ao qual atribuiu significado com sua vida, pode ser a aspiração de cada cidadão que é acordado pelo assombro de ver sua face oculta, desconhecida para si mesmo. Isto Graciliano Ramos nos traz com Paulo Honório, em S.Bernardo, tentando escrever para entender sua própria história, depois de ler a carta suicida de Madalena. Não é preciso chegar a este trágico limite. A literatura aparece nas canções de ninar que muitas mães carecem lembrar.

Para que sejamos uma sociedade justa é preciso ter consciência crítica, o que se aprende mais pela polifonia literária que pelas admoestações ordinárias do dia-a-dia. Daí a importância de se conhecer o Brasil que lê. Pela pesquisa,  vê-se que ele existe e quer mais, pede ajuda para fazer leitor o Brasil que não lê. Uma sociedade leitora não está a salvo das desumanidades, mas se organiza melhor para enfrentar o que lhe sobrevém.  

Toda uma transformação didática e pedagógica e uma reformulação de conteúdos nos programas de educação básica e de ensino médio, se fazem sentir necessárias há muito e sabemos, com evidência, o papel decisivo que ler, com capacidade interpretativa qualquer natureza de texto, é a condição sine qua non para a formação de sujeitos-cidadãos.

Houve um tempo em que leitura era coisa de intelectuais que escreviam para jornais; depois uma elite socioeconômica ascendeu às universidades e nos tornamos críticos e professores. E é hora já tardia para acolher toda uma população deserdada e excluída não só por raça e gênero, para que ajudem a criar e compartam o mundo melhor que queremos; para que contribuam com seus saberes originais nas trocas de bens a que todos temos direito.

Entre tais bens estão as memórias dos antepassados, nos contos, canções, ritmos e narrativas que testemunham, como assinalou W. Benjamim falando de narradores, experiencias que dilatam a compreensão e o autoconhecimento no espelho do outro. Também se organizam pensamentos e reflexões em direção ao futuro, a partir do que o fictício provoca no imaginário sobre a realidade presente.  Os contextos historicizados despontam no repertório que se vai formando e ampliando o fôlego para a vida em comum, com resiliência e confiança crescente nas transformações que se vão operando no tornar-se pessoa.

A pesquisa nos trouxe rostos e nomes desconhecidos, mas de presença efetiva no seu circuito de alianças e de compromissos com a partilha do tesouro descoberto e inesgotável das histórias com e sem H em que põem sua assinatura ao reconta-las, e deixa-las a outros como pássaros que retomam voo, na expressão poética de Mário Quintana e de Bartolomeu Campos Queirós. Uma das gratificações mais vivas do Proler é esta, justamente: não foi possível marcar todas as rotas que daqueles 600 municípios partiram em revoada as palavras que nunca mais deixaram de circular. Basta abrir as páginas de internet a que os projetos oferecem acesso, para encontrarmos acervos orais, escritos, de imagens que compõem a entrega constante a novos leitores.

Os projetos reunidos, alguns com gestões aprimoradas, como os apresentados no Webnário Arte, Técnica e Paixão, pelo youtube da Cátedra Unesco de Leitura, estão pedindo ajuda para sobreviver, alongar os braços para alcançar mais e melhor os que estão fora deste abraço que a criação incontível espraia no tempo e no espaço ao redor; mas é preciso ter olhos de ver e ouvidos de ouvir. Acorda-los e a seus sonhos tão plausíveis como estrelas em céus diurnos, demanda uma articulação de esforços latitudinais e uma extensão de políticas longitudinais.

A sociedade civil mostra, nestes resultados que vimos, capacidade de empreendimento, desejo apaixonado, mobilização de recursos, associação de vontades e resiste desde os 80, quando a FNLIJ pilotou a Ciranda de Livros; mostra que  o Brasil quer ler e que a leitura, através de um professor, um bibliotecário, um contador de histórias, pode pôr a salvo da violência e da exclusão gente que – como Proust, e ele o confessa – se sente deslocado e invisível.

Nós nos perguntamos então: o que falta para apoiar estas centenas de projetos com a cara do Brasil leitor? De uma forma deselegante e rude, podemos dizer que falta vergonha por parte de autoridades que comandam a aplicação dos recursos que estão sim, disponíveis, para desimpedir a obstrução que sofre 80% da população para ser cidadã. Há experiencias exitosas contundentes, envolvendo jovens, inclusive, para uma atuação de responsabilidade social como o Agentes de Leitura, do Departamento do da Leitura, Livro e Bibliotecas, à época do José Castilho e Fabiano dos Santos; há estratégias comprovadas de articulação de recursos de diferentes esferas e da sociedade civil, há progressão possível deste pensar e fazer, sem tutela, para dar a ler e qualificar a vida socioeconômica com práticas mais libertadoras que liberais.

Há leis, decretos, mas eles sozinhos são inócuos: não há vontade política, porque o que aqui proclamamos ameaça os privilégios e os compadrios dos que lá chegando não pretendem partilhar seu acesso. Vide Macabea de Clarice Lispector. E isso apesar da escolaridade que atestam estes homens sem letras, para serem bem-sucedidos numa sociedade fracassada. Por isso, a contrapelo, procuramos a desescolarização da leitura como queria o educador Jean Foucambert, para reintroduzi-la na escola sob outras perspectivas, mais lúcidas e não menos estéreis. Como quis Castro Alves, há 200 anos quase, os livros precisam estar nas praças, nas telas de cinema, nos palcos, nos cantinhos das livrarias e shoppings, nas rodas de bar, nas cerimonias nobres da administração pública, a mãos cheias.

Pôr em marcha uma politica pública de Estado evitaria que um estado como o Acre, que chegou a ter dezenas de casas de leitura espalhadas entre rios e florestas, por Francisco Gregório, conduzidas pela própria vizinhança e chegarem a matéria de provas do ENEM como algo notável de ser dado a ver aos jovens brasileiros pre-universitários, não comparecesse nesta pesquisa com um só projeto visível. Do mesmo modo, depois de um trabalho entusiasta, disciplinado, intenso como o do  Leia Brasil organizado por Jason Prado, que se estendeu do Reconcavo Baiano para o fronteiriço Sergipe, não foi possível registrar sequer uma memória deste trabalho.

A descontinuidade campeia!

Já não há mistérios no ar: vivemos o depauperamento contínuo da formação de leitores que desata reclamação de editores consolidados, mas não impede que dezenas de pequenas casas editoriais surjam todos os anos, ao menos no campo da literatura que inclui crianças e jovens como receptores, indício de resistência e ousadia; vivemos a falta de uma coordenação nacional que entrelace em rede projetos afins de uma região, para troca de experiencias e fortalecimento das ações. Com a plêiade de pesquisadores que temos em Pedagogia, Letras, Biblioteconomia, Artes, com universidades relevantes na América Latina, nenhuma composição é feita (como ocorreu espontaneamente no Proler) para oferecer às secretarias de educação e cultura, às de segurança pública envolvidas com a remição de pena pela leitura, mais que consultoria, senão a presença direta com projetos e ações que acompanhem os educadores e animem uma ação continuada através de estudantes em formação superior. De quebra, formação de mediadores!

Temos visto que faltam outras condições além de recursos humanos e do acesso ao livro: condução decente e regular, merenda escolar, espaço para estudar, rede de internet, aparelhos de recepção para aulas online, habilitação para uso de novas tecnologias por parte dos professores e alunos, acompanhamento de alfabetizandos, além do cuidado com os prédios e mobiliário escolar, manutenção de acervos e respeito aos profissionais da educação. A tempestade é perfeita. O brasileiro não lê? O brasileiro não tem como gostar de ler, Drummond, não neste cenário! Mas mesmo assim, cremos que esta luta pela palavra, não é vã: pelo menos 220.000 mil pessoas seguiram lendo por todos os meios a seu alcance, nestes anos difíceis.

É preciso mais: um investimento corajoso na educação básica, em uma geração começaria mudar a face do país. E com o Plano Nacional de Leitura existente, desengavetado, não seria preciso qualquer centralização e camisa de força para todos fazerem o mesmo, com os gestores que temos nos projetos e suas estratégias, como mostrou no Viva Leitura. Bastaria servir o banquete de possibilidades, fortalecer em responsabilidade compartida entre as esferas públicas, os recursos financeiros e o apoio às iniciativas registradas, acompanhadas e difundidas em rede.

A questão que está colocada e ignorada tem causado graves prejuízos ao país, em termos de cifrões. As notícias de jornal podem oferecer ano a ano as consequências trágicas do risco de não saber ler em dimensão mais ampla que a de seguir ordens para apertar botões e carimbar papéis. Temos visto pacientes morrerem por injeção de alimento enteral em via parenteral; petróleo bombeado de um  continente que não flui para o navio-tanque sem que se leiam os níveis de armazenamento; uma floresta incendiada para agronegócio que desvia chuvas e seca a colheita; quedas de elevados e passarelas por consideração parcial de engenharia e economia de ferro e concreto; rompimento de cápsulas radioativas porque uma caveira e tíbias cruzadas não são legíveis para um não-leitor; empresa de mineração que não avalia um laudo sobre sua barragem de detritos e mata rios e gentes. Quanto custa em vidas e recursos esta rápida rememoração de fatos?

Quanto custa o Brasil que não lê?

Por ignorância ou má fé, mas em ambos os casos, por não saberem ler texto e contexto, as perdas em milhões e o enfraquecimento da qualidade dos resultados na produção, causam atraso no desenvolvimento como um todo. Falta ética nos procedimentos para lidar com a mera informação de modo a fazê-la falar a uma audiência responsável, isto é, com habilidade de resposta para ter sentido o que foi lido.

De modo mais sutil e delicado, do ponto de vista das humanidades que afinal nos distinguem de estrelas, ratos e cogumelos, a leitura das artes carrega uma sensibilização produtiva de reflexão e ação, capaz de resgatar em cada um, o gosto estético que preside o desejo de um metrô limpo, uma calçada nivelada, a sombra de uma árvore preservada, para falar de coisas simples que alegram o olhar e predispõe boa vontade para sermos íntegros e nos sentirmos sujeitos, não coisas.

O Brasil pede ajuda ao Brasil para ser uma sociedade leitora.

E não apenas mensurável pela compra de livros e que, aqui nesta pesquisa, mostra suas credenciais de querer e saber criar novos leitores, sem que ainda tenha rendido todas as leituras e, talvez, nem ainda as melhores respostas. É desejável que repassemos os informes e destaquemos as reflexões que possam favorecer o avanço de cada projeto e as estratégias de articulação que nos unam e fortaleçam.

Mas uma cobrança é inadiável: o compromisso do Estado com o sujeito que, sendo leitor, lhe renderia dividendos que não se perdem nas bolsas de valores; nas organizações civis de comunidades nas periferias, estão estruturas sadias que cobram atenção para a formação de leitores e circulação de obras que a custo entram nas academias. O gesto é político, como politico é o ato de ler. Como adverte Paul Ricoeur, na sua teoria da interpretação, confiada à literatura enquanto tempo e história, e avançando sobre o horizonte aberto por  W. Iser, a leitura argumenta a favor da ação: escrever, buscar, perdoar, sair… Comprometer-se consigo e com o outro; civilidade é só o começo para a cidadania.

Eduardo Galeano, narrador das veias abertas da América Latina, que disputa com José Mujica figurado no filme Uma  noite de 12 anos,  o lugar de nosso uruguaio favorito, escreveu um mini conto que narra o surgimento de um leitor, e peço licença para partilha-lo em seguida. Do ex-presidente ecoa pela internet, esta semana, o depoimento do leitor ético,  político, sobre o estágio de  civilizados do século XXI, em um paralelo estético:  ”a barbárie dos homens primitivos parece brincadeira de crianças perto da barbárie dos homens contemporâneos”. Não lemos sequer a grande História, de que ele fala, mas no poema abaixo, de seu conterrâneo contista, uma micro história nos agiganta.

 

Função do leitor/2 ,

 (Livro dos Abraços)

Era meio centenário da morte de César Vallejo e houve celebrações.

Na Espanha, Júlio Velez organizou conferencias, seminários, edições e uma exposição que oferecia imagens do poeta, sua terra, seu tempo, sua gente.

Naqueles dias, Julio Velez conheceu Jose Manuel Castañon e então a homenagem ao poeta ficou capenga.

Jose Manuel Castañon tinha sido capitão na guerra civil espanhola. Lutando ao lado de Franco, tinha perdido a mão e ganho algumas medalhas.

Certa noite, pouco depois da guerra, o capitão descobriu, por acaso, um livro que fora proibido. Chegou perto, leu um verso, leu dois e não pode mais se soltar.

O capitão Castañon passou toda noite em claro, grudado no livro, lendo e relendo Cesar Vallejo, poeta dos vencidos.

E ao amanhecer daquela noite, renunciou ao exército e se negou a receber qualquer peseta do governo de Franco.

Depois foi preso e solto; e partiu para o exílio.

 

A leitura do literário nos capacita a experimentar e descobrir a condição humana em potência desconhecida.

(Webnário : Quem constrói o Brasil que lê? 09/03/22)

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