Editores deste número

Profa. Dra. Ebe Maria de Lima Siqueira (Universidade Estadual de Goiás-UEG)

Profa. Dra. Goiandira Ortiz de Camargo (CNPq/Universidade Federal de Goiás-UFG)

Supervisão Editorial
Profª. Drª. Eliana Yunes, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Brasil

Revisores
Maria Severina Batista Guimarães
Doutora em Estudos Literários (UFG), Professora da Universidade Federal de Goiás

Marileide Alves Rocha
Mestre em Teoria Literária (UnB), Professora da rede estadual de ensino de Goiás

Olliver Robson Mariano Rosa
Mestre em Estudos Literários (UFG), Revisor da Editora do Instituto Federal de Goiás

Diagramação e design
Maria Clara Pereira Terço Dias (iiLer PUC-Rio)
Pedro de Almeida Wainstok (iiLer PUC-Rio)

Revisão dos resumos em inglês
Mariana de Lima Siqueira
Graduanda em Cinema pela Universidade Federal Fluminense

No momento em que no país há um debate necessário sobre questões de gênero, feminismo, empoderamento da mulher, seu lugar de fala e sua identidade e em que se busca espaço para a voz das minorias e dos que estão fora do centro, a Leitura em Revista - L.E.R propõe um dossiê sobre duas poetisas que fizeram 130 anos de nascimento em agosto de 2019. Cora Coralina (1889-1985) e Leodegária de Jesus (1889-1978), nascidas no estado de Goiás, tiveram suas vidas aproximadas e entrelaçadas pela afinidade eletiva, mas com destinos e obras literárias completamente diversas. As poetisas desenvolveram uma amizade fraterna desde a convivência na infância, quando Leodegária de Jesus mudou-se para a Cidade de Goiás  em 1898. E, jovens, movimentaram a cena cultural na antiga capital do estado, nas duas primeiras décadas do século XX, assumindo protagonismo que fomenta a discussão sobre o lugar da mulher escritora na sociedade brasileira. Enquanto Cora Coralina publicou seu primeiro livro em 1965, aos 75 anos, ganhando notoriedade e produzindo intensamente enquanto viveu, Leodegária de Jesus foi precoce, se tornou a primeira e a segunda mulher a publicar obra literária em Goiás, em 1906 e 1928. Porém, discretamente se fechou numa vida módica e resumiu sua trajetória poética aos dois títulos iniciais. Filha de pai negro e professor e mãe branca e costureira, viveu  em várias cidades de Goiás e de Minas Gerais. Sua trajetória é de silêncios e/ou silenciamentos. Sua obra poética se inscreve no romantismo brasileiro, alteada por tonalidades do ultra-romantismo,  com temas fortemente marcados pelo amor, pela nostalgia e pelo sentimento de dor e perda. Já Cora Coralina é uma das autoras mais lidas e populares do Brasil. A memória e a imaginação compõem a tessitura da linguagem de sua poesia apegada à realidade. Embora filha de família tradicional, sua história de vida é também penosa, desde quando sai de sua cidade de forma transgressora e clandestina  para a moral da época. Tendo em vista a vida e obra das duas autoras, o no. 18 da Leitura em Revista - L.E.R aceitará artigos que tenham abordagens teórico-críticas abrangidas pelos Estudos Literários, focalizando a materialidade da obra e/ou a sua relação com o contexto histórico-social. Serão aceitos também artigos que alarguem as fronteiras literárias, investindo numa perspectiva interdisciplinar entre literatura e outros campos do conhecimento, como os Estudos Culturais, História, Sociologia da Leitura, Estudos de Gênero, Geografia Humana etc. Com este número a L.E.R. pretende homenagear as duas autoras e abrir espaço para abordagens que acrescentem às  suas obras as leituras inovadoras do presente, especialmente aquelas que encontrem em meio à sociedade patriarcal  a voz da mulher escritora. Ainda, aceitar-se-á artigos sobre escritoras e poetisas do passado ou contemporâneas desde que tenham atendam o eixo norteador deste número da revista.

 Palavras-chave: Cora Coralina; Leodegária de Jesus; Poesia de punho feminino; abordagens crítica e interdisciplinar.

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Publicado: 2020-05-13

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