Lei Castilho

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Eliana Yunes

 

 

A Cátedra Unesco de Leitura comemora  com os brasileiros leitores a criação da lei Castilho, que além de homenagear o Conselheiro do iiLER, celebra um esforço de muitos brasileiros que há mais de 25 anos se empenham pela criação de um anteparo legal para uma Política Nacional de Leitura.

Em 1992, por um decreto-lei, quando o Prof Affonso Romano de Sant’Anna presidia a Biblioteca Nacional, foi criado o PROLER, Programa Nacional de Incentivo à Leitura, no bojo de uma discussão sobre uma Política Nacional de Leitura, financiada então pela Finep. Depois de três reuniões ibero-americanas documentadas, com apoio do Cerlalc, uma alteração substantiva se fez sentir : o conceito de leitura, diverso de alfabetização mas condição para o letramento em múltiplas linguagens, desencadeou um movimento que nunca mais estancou, na sociedade civil, em que pese a ausência de apoio estatal efetivo desde a demissão de seus criadores em 1996.

Foi preciso esperar dez anos e mais dez para que, de 2006 a 2016, fosse retomada a responsabilidade de discussão da política de leitura, proposta em um Plano Nacional agora reconhecida pelo Senado Brasileiro.

Acompanhando este périplo desde o início, pessoalmente me regozijo e como presidente do Conselho do Instituto Interdisciplinar de Leitura celebro com os promotores de leitura do Brasil este novo momento, no qual podemos ter a ousadia de contar em futuro próximo, com um Fundo para a promoção da Leitura, do livro, da biblioteca e assegurarmos aos brasileiros o direito não só à escolaridade mas uma educação de qualidade, com o espírito crítico e responsável de cidadãos efetivamente leitores.

Vamos seguir na construção de um país de homens e mulheres  leitores, como diria e disse Monteiro Lobato antes de todos nós.